GENEBRA, 19 de junho.— Cuba insistiu,
perante a Conferência do Desarmamento, na
necessidade de avançar até a eliminação e proibição
absoluta do arsenal nuclear, o qual constitui a
principal ameaça para a segurança internacional.
"Esta não pode ser uma tarefa
pendente, continuamente posposta", disse o delegado
cubano Yusnier Romero.
Lembrou que, atualmente, existem
mais de 20 mil armas atômicas, e delas 5 mil estão
prontas para serem utilizadas de imediato.
O delegado cubano considerou
preocupante e inaceitável a existência de doutrinas
de defesa baseadas na chamada "dissuasão nuclear", e
assinalou que com esse pretexto fundos milionários
são destinados para o desenvolvimento de novos tipos
de armas.
"Não há dúvidas de que a segurança
internacional está ameaçada pela existência dessas
armas, e sua total eliminação é uma questão de
sobrevivência para a humanidade", afirmou.
"A Conferência de Desarmamento —
disse — deveria contribuir a tão importante e
transcendental esforço, mediante a adoção, sem
demora, duma convenção que disponha a eliminação
total de tais arsenais, num período de tempo
determinado".
O delegado cubano denunciou a falta
de decisão política de avançar até esse objetivo, e
reiterou o chamamento do Movimento dos Países Não
Alinhados para trabalhar na convocatória duma
conferência internacional que determine as formas e
meios de banir as armas atômicas.