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La Higuera, Bolívia
Um encontro mítico entre grandes
homens latino-americanos
Patricio Montesinos
Na
próxima semana, quando Adriana Pérez, esposa de
Gerardo Hernández, renda tributo ao Che em La
Higuera, em nome dos Cinco cubanos antiterroristas
presos nos Estados Unidos, será realizado ali um
encontro mítico entre grandes homens, paradigmas da
América Latina e do mundo.
Seis
heróis, de diferentes gerações, todos de profundas
convicções revolucionárias, apertarão suas mãos do
centro da Terra e nos cárceres norte-americanos,
fazendo tremer a terra andina boliviana onde o
Guerrilheiro Heroico foi assassinado há 45 anos, mas
apesar de seu desaparecimento físico continua
irradiando forças para lutar pela emancipação plena
da América Latina, e contra a injustiça e o domínio
imperial norte-americano.
Os
barrotes dos cárceres dos Estados Unidos se
estremecerão ao uníssono quando São Ernesto, com sua
eterna temida firmeza, reclame a libertação de Cinco
cubanos que há 14 anos são prisioneiros de
Washington por defender seu povo do terrorismo de
Estado.
Gerardo, René, Antonio, Ramón e Fernando, seguidores
incontestáveis do Che, honrarão por sua vez o homem
que junto ao líder da Revolução cubana, Fidel
Castro, livrou à ilha caribenha das tenebrosas
garras do Tio Sam, e acessou a chama de rebeldia
antiimperialista nesta região.
Como
o Che, os Cinco fizeram, em silêncio, o que tinham
que fazer, impedir a tempo com a defesa da
independência de Cuba que se estendam pelas Antilhas
os Estados Unidos e caiam, com essa força mais,
sobre nossas terras da América.
Similar a Ernesto Guevara e ao apóstolo inspirador
das lutas libertárias na Maior das Antilhas, José
Martí, os cubanos condenados por Washington viveram
no monstro e conhecem suas entranhas, e com sua
coragem livraram da anexação dos povos da América
Latina ao Norte revolvido e brutal que os despreza.
O
encontro mítico entre o Che e os Cinco intensificará
os intensos ventos de soberania que sopram nestes
tempos na América Latina, que clama hoje com maior
força por deixar de ser, de uma vez e para sempre, o
quintal que foi sempre de Washington.
A
resistência dos cubanos condenados injustamente nos
Estados Unidos constitui mais um exemplo, neste
convulso século 21, do propósito dos povos
latino-americanos de livrar-se das cadeias
imperiais, e transitar pelos caminhos traçados pelo
Che para a emancipação e a integração da Pátria
Grande com a sonhada por Simón Bolívar.
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