PAULO Fernández Gallo (Havana,
1962), conhecido por todos os dançarinos cubanos, e
em vários países do mundo, simplesmente como Paulo
FG, celebra este ano nada menos que um quarto de
século de preferência popular.
Sem dúvida, um importante momento na
vida de um artista, ao que se somam também festejos
pelo 20º aniversário de seu conjunto, Paulito FG y
su Élite.
"Sinto-me retribuído pelo carinho do
público", disse o cantor num contato com a imprensa
nacional especializada, no lindo Bar Concert Adagio,
inaugurado na mais famosa esquina do Grande Teatro
de Havana, Prado e San Rafael.
Paulito, além de um breve resumo de
sua trajetória artística, anunciou um concerto no
imenso teatro Karl Marx, e duas apresentações, uma
"para os dançarinos noctâmbulos" no restaurante La
Cecilia, e logo depois nesse palácio da salsa que é
La Tropical.
Dessas celebrações ficará na memória
um CD que Paulito compôs de maneira diferente. "Não
um disco tradicional com os músicos que passaram
pela orquestra, nem de resumo com os êxitos, porque
estou cheio de energia, de criatividade e por isso
apostei por outro sonho, um disco com temas
concebidos especialmente para o novo álbum e com
convidados com Alexander Abreu, Mayito Rivera,
Larissa Bacallao".
O fonograma, além do mais, será a
apresentação do que Paulito denominou a nova elite
timbera, "como continuidade do trabalho de 20 anos.
Temos uma base sólida do ponto de vista musical,
ademais fomos gêneros com outros gêneros, mantendo,
porém, nossa linha, as que nos dão valor nacional e
internacional".
Reconhecido já como compositor, com
letras que se tornaram crônicas de seu tempo, sem
ceder ao fácil ou à vulgaridade, tem títulos como
Ilusión de papel, Siempre hay un ojo que te ve e
Sofocación.
Paulo FG integrou no início aos
conjuntos Iya Aon, Fantástica Son, Los Yakos,
Galaxia, Adalberto Álvarez y su son, Opus 13 e Dan
Den. "Etapas necessárias até que formei minha
própria banda, porque queria algo mais dinâmico, ter
meus próprios temas, fazer uma música mais pessoal".
Fundou em 1992, sua própria Élite e
desde então gravou mais de uma dezena de discos. O
primeiro foi um grande sucesso no panorama da música
popular para bailar: Tú no me calculas, de 1993, com
um lançamento simultâneo em Havana e Tóquio. E, em
1994, firmou com Magic Music, de Barcelona, e gravou
sua segunda placa, Sofocándote, 22 semanas no hit
parade da rádio nacional".
O terceiro disco, El bueno soy yo
(1996), ganhou os galardões na categoria de Música
patra Dançar e o de Popularidade nos prêmios EGREM,
antessala do Cubadisco.
Em 1997, gravou para a Fania, seu
quarto disco Con la consciência tranquila, e com a
mesma gravadora, depois de um ano Homenaje a Tito
Rodríguez, "que a Fania não circulou" disse Paulito
no encontro com a imprensa.
Para 2000, lançou Una vez más por
amor; em 2002, Te deseo suerte, e em 2005, gravou
com a gravador BISMUSIC o CD Ilusión, um álbum de
boleros clássicos com uma sonoridade contemporânea
que recebeu o Prêmio na categoria Cancionista, no
festival Cubadisco desse ano.
BISMUSIC produziu-lhe em 2006 o CD
Un poquito de to’, no qual mesclou o son, o rock, a
rumba, o jazz, o rap e o reggaetón.
"Na música – afirmou do estrado do
Adagio – há espaço para todos, a gente tem
diferentes preferencias musicais, gosta de diversos
gêneros, trova, boleros, a nós nos identificamos com
a timba, que mantém a essência do son, porém mais
agressiva, mais fundida, tocada com mais soltura e
mais forte".
Há dois anos deu a conhecer Sin
etiqueta, álbum basicamente de timba cubana.
Para este 2012, já disse, prepara o
CD La nueva elite timbera, "um presente pela
continuidade dos valores do gênero e dos valores
musicais nos quais acreditei, quando desenvolvi em
mim este projeto, há 20 anos".