Presos Políticos do Império| MIAMI 5      

     

Só TEXTO / Assinatura jornal impreso

 C U B A

Havana. 31 de Julho, de 2012

"É preciso lutarmos contra o esbanjamento, contra a indolência e as atitudes negligentes ou burocráticas"
 Palavras proferidas pelo segundo-secretário do Partido, José Ramón Machado Ventura, no ato central por ocasião do Dia da Rebeldia Nacional, efetuado na província de Guantánamo, em 26 de julho de 2012.

COMPANHEIRO Raúl;

Moradores de Guantánamo;

Compatriotas do país todo:

segundo-secretário do Partido, José Ramón Machado VenturaCelebramos o ato nacional por ocasião do 59º aniversário do ataque aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, nesta terra guantanamera, palco de inúmeras batalhas para atingir e preservar a independência e a justiça para todos os cubanos, berço de muitos protagonistas destas façanhas, desde a resistência dos escravos fugidos, a incorporação de centenas de patriotas às lutas libertárias, sobretudo a partir da brilhante campanha de Máximo Gómez, Antonio Maceo e Guillermón Moncada, em 1871, que praticamente eliminou um empório cafeeiro que sustentava o regime colonial com abundantes recursos.

E quando em 1895 a guerra estourou de novo, pelas costas de Guantánamo retornaram à pátria José Martí, Máximo Gómez, Antonio e José Maceo e Flor Crombet, junto a um pequeno grupo de combatentes que, em poucos dias, se tornou uma força poderosa, com a união daqueles que já combatiam nestas montanhas, pois Pedro Agustín Pérez e sua tropa estiveram entre os primeiros em sublevar-se.

Depois, veio a frustração dos ideais independentistas após a intervenção dos Estados Unidos, da qual ainda resta uma seqüela importante muito perto daqui: a base naval de Guantánamo.

Continuaremos denunciando esta flagrante violação do direito internacional, até que Cuba possa recuperar a soberania sobre esse pedaço do nosso território. Jamais, sob nenhuma circunstância, renunciaremos a recuperar esse pedaço de solo.

Na etapa neocolonial foram notáveis as lutas camponesas nesta região, como expressou o companheiro Luis Torres em sua intervenção, das quais são um ícone o Realengo 18 e El Vínculo, onde foi assassinado Niceto Pérez.

Com estes antecedentes era lógico que a batalha definitiva pela independência e a justiça encontrasse aqui terra fértil. Destacadas foram as ações para apoiar o desembarque do iate Granma. O movimento clandestino e, posteriormente, as guerrilhas que já atuavam na zona, constituíram base importante para a constituição do Segundo Front Oriental "Frank País", grande parte de seu considerável território integra hoje esta província.

O apoio da população das montanhas, juntamente com a incorporação de numerosos filhos e filhas desta terra guantanamera ao Exército Rebelde, foram decisivos para que, dia após dia, combate após combate, o Segundo Front cumprisse a missão que o comandante-em-chefe lhe ordenou, antes de partir da Serra Maestra.

Também, fizeram-se muitos esforços e sacrifícios a partir de 1º de janeiro de 1959.

Apesar de que no país todo foi necessário avançar em meio às limitações derivadas de ser um país pequeno e submetido à permanente guerra econômica e ideológica, em duas ocasiões: 1985 e 1995, Guantánamo venceu a emulação especial vigente até o ano passado, e conseguiu obter a sede do ato central por ocasião de 26 de julho.

Como foi informado oportunamente, foi decidido variar a forma de seleção, pois não é justo basear-se num conjunto de índices acerca dos resultados econômicos e sociais das províncias, sem considerar que nenhuma é igual à outra. A partir de agora, todas devem lutar para cumprir seus planos, com ênfase particular no setor da economia. Os resultados devem ser integrais, mas a sede será decidida pelo Bureau Político, de maneira rotativa.

Certos de expressar o sentir do nosso povo, queremos transmitir, em nome da direção do nosso Partido e especialmente de Fidel e de Raúl, uma calorosa felicitação a todos os moradores de Guantámano, e com eles aos dirigentes do Partido, do governo e das organizações de massa e sociais da província, liderados pelo companheiro Luis Torres Iríbar, a quem é justo reconhecer a consagração à missão encomendada e sua contribuição para os resultados conseguidos.

Ele próprio se referiu às principais tarefas levadas a cabo, ao incremento das produções decisivas do território como o café, o cacau e os produtos florestais e frutais. Sem esquecermos, aliás, que ainda estamos longe do que se necessita e dos índices que devemos atingir.

Além do mais, fica pendente uma importante dívida: o descumprimento do plano de produção de açúcar. Desta vez, a indústria foi o calcanhar de Aquiles, por tal motivo, será preciso adotar as medidas necessárias para garantir a safra 2012-2013.

Em nenhuma frente houve saltos espetaculares, mas constatamos maior organização, disciplina e exigência, acompanhadas de maior compromisso, responsabilidade e entusiasmo dos trabalhadores para consolidar o atingido e não recuar, que é o mais importante.

Já funciona o canal, como foi expresso aqui, que garante a chegada da água ao vale de Caujerí, e se trabalha no sistema de irrigação, concebido por Fidel Castro; está prestes a concluir o novo enlace rodoviário com Santiago de Cuba e se adianta nos serviços de gastronomia e o embelezamento da capital provincial e de outros povoados, para só mencionar algumas das obras.

São muitos os problemas que ainda restam e nem todos poderão ser resolvidos com a rapidez que desejaríamos. Mas posso afirmar que continuaremos buscando a solução mais racional e ao alcance das possibilidades da economia, segundo a prioridade estabelecida. Posso informar-lhes que continuaremos na construção de uma obra muito necessária e de muita importância: o aqueduto da cidade de Guantánamo.

Companheiras e companheiros:

As Diretrizes aprovadas pelo 6º Congresso do Partido marcam o caminho para a atualização do nosso modelo econômico, condição imprescindível para manter os sucessos sociais atingidos pela Revolução, sob os princípios de racionalidade, realismo e eficiência no emprego dos recursos, e ao mesmo tempo satisfazer as necessidades da população.

Não vou me estender explicando a implementação das Diretrizes e os resultados da economia no semestre recém concluído, assuntos examinados, há poucos dias, pelo Conselho de Ministros, o Pleno do Comitê Central do Partido, e a sessão ordinária da Assembleia Nacional do Poder Popular. As conclusões do companheiro Raúl nesta última, traçam orientações precisas sobre como agir, a partir de agora.

Os inimigos da Revolução, sob o guarda-chuvas da crítica a uma suposta lentidão ou pouca audácia das medidas adotadas, ocultam suas verdadeiras intenções de restaurar o regime de opróbrio existente em Cuba até 1959.

Continuaremos reforçando a estrutura institucional do país, pensando e planejando cada nova decisão, e exigindo seu controle. O assunto não consiste em resolver um problema e criar outro, mas sim em achar soluções definitivas para depois não ter que recuar.

Não ignoramos as limitações materiais existentes, que muitas vezes impedem avançar ao ritmo que desejaríamos, a maioria derivadas da crise econômica atual que disparou os preços dos combustíveis, dos alimentos e praticamente de tudo aquilo que o país importa, dificuldades multiplicadas pelo bloqueio.

Mas não permitiremos que essas limitações reais sejam utilizadas como pretexto por aqueles que continuam atuando por inércia, sem iniciativa nem espírito de luta ante as dificuldades. Esses que constantemente esgrimem como justificativa o que falta, em lugar de aproveitar ao máximo os recursos dos quais dispomos. Temos que lutar contra o esbanjamento, a indolência e as atitudes negligentes ou burocráticas.

Em janeiro passado, realizamos a Primeira Conferência Nacional do Partido, que aprovou cem objetivos de trabalho encaminhados a aperfeiçoar o trabalho da organização, em correspondência com as tarefas e circunstâncias atuais. Com o mesmo propósito também foi orientada a União dos Jovens Comunistas (UJC) e as organizações de massas, para revitalizarem suas estruturas e conteúdo de trabalho.

Os militantes do Partido e da UJC temos o dever de fortalecer ainda mais o vínculo com os trabalhadores e a população em geral; buscar os melhores métodos que nos permitam escutar cotidianamente e, sobretudo, levar em conta suas críticas, opiniões e sugestões para cumprir o acordado; predicar com o exemplo e enfrentar os erros e atitudes incorretas com valentia e na forma adequada em cada circunstância, explicar com argumentos convincentes a política da Revolução e as razões de cada medida. A isto devemos dedicar todos nossos esforços e energias.

Como a Revolução tem feito invariavelmente, cada decisão importante será consultada com os trabalhadores encarregados de levá-la a cabo e, inclusive, com todo o povo, quando seja necessário.

Por esse caminho continuaremos avançando e mudando o que seja necessário, sem ceder às pressões do inimigo e enfrentando suas agressões em qualquer terreno.

Não estamos sozinhos nesta batalha decisiva para preservar nosso direito à independência e a uma vida digna. Contamos com a solidariedade de muitas mulheres e homens em todo o planeta. A verdade e a justiça, mais cedo ou mais tarde, terminarão se impondo.

O apoio cada vez maior a justa causa dos nossos Cinco heróis é um exemplo evidente desta solidariedade. Ratificamos a nossos queridos irmãos o reconhecimento de seus compatriotas por tão valente e digna atitude, junto ao compromisso de continuarmos lutando para conseguir seu definitivo retorno à pátria.

Também contamos com a amizade e o apoio de muitos governos e organizações progressistas, particularmente da ALBA, da irmã Venezuela e seu líder, comandante Hugo Chávez Frias, grande amigo de Cuba.

Hoje, podemos afirmar que não foi em vão o sacrifício dos mártires de 26 de julho e de todos os que morreram, antes ou depois, em defesa da justiça e da liberdade.

Como aqueles que na manhã da Santa Ana não deixaram morrer o Apóstolo, no centenário de seu nascimento, as atuais e futuras gerações de revolucionários vão manter por sempre vivo o legado glorioso dos próceres da pátria.

Glória eterna aos heróis e mártires de 26 de julho!

Viva a Revolução!

Viva Fidel! Viva Raúl!

Viva Cuba Livre!

Venceremos!

- "Nosso povo tem uma vocação pacífica, mas saberá defender-se"
 

IMPRIMIR ESTE MATERIAL


Diretor Geral: Lázaro Barredo Medina. Diretor Editorial: Gustavo Becerra Estorino
HOSPEDAGEM: Teledatos-Cubaweb. Havana
Granma Internacional Digital: http://www.granma.cu/

  Inglês | Francês | Espanhol | Alemão | Italiano | Só TEXTO
Só TEXTO / Assinatura jornal impreso

© Copyright. 1996-2012. Todos os direitos reservados. GRANMA INTERNACIONAL/ EDICAO DIGITAL

Subir