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Em Cuba: obras de construção para o
desenvolvimento social
Livia Rodríguez Delis
O
trabalho sem parar e o entusiasmo prevalecem, por
estes dias, na província de Guantánamo, no oriente
do país, onde será efetuado, no próximo 26 de julho,
o ato central pelo 59o aniversário do Dia
da Rebeldia Nacional.
Uma
data de grande significação patriótica para o povo
cubano, pois é comemorada para lembrar duas ações
que deram continuidade à guerra de libertação do
povo contra a ditadura de Fulgencio Batista: os
ataques aos quartéis Carlos Manuel de Céspedes, de
Bayamo, e Guillermón Moncada, em Santiago de Cuba,
em 26 de julho de 1953.
Num
percurso pelo território, o primeiro vice-presidente
dos Conselhos de Estado e de Ministros, José Ramón
Machado Ventura, salientou o ambiente de trabalho
que predomina na província, onde foram terminadas,
recentemente, várias obras já em serviço e outras
ainda se encontram em reanimação.
Acompanhado por dirigentes locais, o funcionário
visitou a Praça da Revolução Mariana Grajales, um
dos locais que se encontra em reparação e no qual
terá lugar o ato nacional pela data de 26 de julho.
Machado Ventura constatou também os trabalhos de
reparação do teatro Guaso, sede da cerimônia
cultural; a construção dum mercado de novo tipo, a
edificação do Restaurante 1870, inserido no programa
de desenvolvimento de iniciativas locais; a
reabilitação da confeitaria La Primada, que vende
produtos tradicionais da localidade de Baracoa, à
base de cacau e coco, assim como a terminação de
instalações hoteleiras e de interesse
socioeconômico.
Em
outras províncias como Santiago de Cuba e Sancti
Spíritus também se desenvolvem projetos de
construção para o melhoramento das condições de vida
da população.
A
estrada Granma, via de 182 quilômetros, que comunica
a capital de Santiago de Cuba com o município de
Pilón, na província de Granma, se encontra em
processo de reparação, devido às sérias avarias
sofridas após embates do mar e as enchentes dos rios
que descem da Serra Maestra.
O
membro do Bureau Político e vice-presidente dos
Conselhos de Estado e de Ministros, comandante da
Revolução Ramiro Valdés Menéndez, avaliou os
trabalhos de reparação desta importante estrada,
cujos primeiros 8,6 quilômetros foram reabilitados
no passado ano.
Atento à execução da obra, Ramiro Valdés fez questão
na necessidade de extremar a qualidade e usar de
forma racional os recursos, corrigir detalhes que
restam nos trechos terminados e aplicar melhoras
transitórias, naqueles lugares onde ainda não
começaram os trabalhos, para que se mantenha o
trânsito com condições mínimas.
O
dirigente percorreu centros importantes como a
refinaria de petróleo Hermanos Díaz e a
termoelétrica Antonio Maceo, onde conheceu o
andamento de processos de reabilitação que
permitirão, em ambos os casos, incrementar a
produção e recuperar a capacidade de geração.
Em
sua visita ao território oriental, o comandante da
Revolução examinou, também, as obras associadas às
transformações sociais acometidas no bairro de San
Pedrito, a reabilitação do aqueduto e outros
programas.
Entretanto, em Sancti Spíritus, se encontram em
processo de acabamento os trabalhos de emergência
empreendidos no canal magistral Zaza, após os danos
provocados pelas intensas chuvas do passado mês de
maio.
Devido a essas fortes chuvas, foram registrados
danos em canais de derivação, represas e canais,
encarregados de conduzir a água necessária para a
população e as culturas, fundamentalmente de arroz.
Nos
dias posteriores ao evento meteorológico, que
prejudicou principalmente a região central de Cuba,
continuou-se trabalhando para emendar os
desabamentos nos taludes, a destruição dos diques e
os deslizamentos.
Ao
longo dos quase 45 quilômetros de traçado do canal
magistral se registraram oito avarias, a maior delas
provocada pelo vazamento da lagoa de Boquerones, que
escavou ambos os taludes e provocou enchentes nessa
zona, inclusive na estação de cria de alevinos,
próxima dali.
Em
Sancti Spíritus, trabalha-se igualmente para
resguardar a lendária ponte do rio Yayabo,
construída com tijolos, cal e areia sílice da zona,
considerada a mais antiga de Cuba.
O
diretor do Gabinete de Monumentos e Locais
Históricos, do Centro Provincial de Patrimônio,
arquiteto Roberto Vitlloch, explicou que apesar do
efeito das sucessivas enchentes e dos quase dois
séculos de exploração desmedida, a ponte mantém um
estado estrutural favorável, sinal inequívoco da
fortaleza com que foi construída.
Entre as principais ações figuram o estabelecimento
de limites de velocidade e de carga para os veículos
que transitam sobre a ponte, melhoria do sistema de
drenagem pluvial e a correspondente sinalização e
pintura.
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