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Só TEXTO / Assinatura jornal impreso

 C U B A

Havana. 24 de Julho, de 2012

É preciso superarmos velhos hábitos e impor a exigência e o rigor como norma de nossa conduta cotidiana
• Discurso proferido pelo primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, no encerramento do 9º Período Ordinário de Sessões da Assembleia Nacional do Poder Popular, no Palácio das Convenções, em 23 de julho de 2012, "Ano 54 da Revolução".

(Versões Taquigráficas–Conselho de Estado)

Companheiras e companheiros:

AS últimas jornadas foram intensas, na sexta-feira, 20, teve lugar uma importante reunião do Conselho de Ministros, com a participação de inúmeros convidados; e no domingo efetuamos a Quarta Reunião Plenária do Comitê Central do Partido.

Por sua parte, desde a passada quinta-feira, 19, veio se desenvolvendo a atividade parlamentar prévia ao 9º Período Ordinário de Sessões desta Assembleia Nacional, onde os deputados receberam ampla informação sobre os principais assuntos de nossa atualidade e debateram nas doze comissões permanentes temas exaustivos que resumem o trabalho desenvolvido no decurso do ano, após visitarem locais de trabalho, conselhos populares, e terem participado das assembleias locais do Poder Popular e terem intercambiado com os eleitores, acerca dos problemas mais prementes da realidade nacional.

Tendo em conta o anterior, não considero necessário me estender nestas palavras e apenas me referirei a algumas questões de maior relevo.

Apesar das tensões associadas à crise econômica e financeira global, dos efeitos do bloqueio norte-americano, ao que se acrescentam nossas próprias insuficiências, podemos concluir que a economia nacional mostrou, no primeiro semestre, um desempenho favorável.

O Produto Interno Bruto (o chamado PIB) cresceu em 2,1%, superior em duas décimas ao do mesmo período do ano passado, ao qual contribuiu o significativo incremento do comércio e as construções.

Em sentido geral, as atividades produtivas foram as que geraram o crescimento da economia, embora na agricultura o resultado ainda seja discreto, apesar de que se elevou a produção de arroz, leite e feijão, sem ainda chegarmos às metas do plano. Os descumprimentos na produção de carne de porco e citrinos limitaram a ascensão deste setor.

A safra açucareira, se bem apresentou atrasos, falta de organização e deficiente preparação da indústria, manteve a tendência de recuperação, crescendo em 17,1% a produção de açúcar.

Sem atingirmos a cifra planejada de ingressos turísticos, na primeira metade do ano se conseguiu um aumento de 5,8% dos visitantes estrangeiros e uma melhora dos indicadores principais nesta atividade.

As exportações crescem em maior proporção que as importações, tanto de bens como de serviços, o qual favorece a balança comercial do país e o cumprimento estrito das obrigações financeiras vinculadas ao processo de reordenação das dívidas com os principais credores, contribuindo ao resgate gradual, mas constante, da credibilidade da economia cubana. Não obstante, se manteve uma tensa situação nas finanças externas, agravada pelas restrições na obtenção de novos financiamentos.

Preserva-se o equilíbrio financeiro interno e, embora insuficiente, se eleva a oferta à população de materiais de construção no primeiro semestre.

O orçamento do Estado, como foi informado, mostrou um comportamento aceitável, pelo qual se estima concluir o ano dentro dos parâmetros do déficit aprovado.

Cumprindo os acordos do 6º Congresso, vem-se despregando o processo de implementação das Diretrizes da Política Econômica e Social do Partido e a Revolução. Além de irmos suprimindo velhas proibições e aplicando a flexibilização adicional do trabalho autônomo ou independente, entramos em uma fase qualitativamente superior para a atualização do modelo econômico, com a elaboração e aprovação da Projeção Estratégica de implementação para o período 2012-2015, com seu correspondente cronograma de aplicação integral e paulatina.

Ao mesmo tempo, deram-se os passos iniciais para a conceituação do modelo econômico do país e foram aprovadas, por parte da Direção do Partido e do governo, as políticas para encaminhar a reordenação macroeconômica nas esferas creditícia, de preços varejistas e retalhistas, assim como a política fiscal, em cujo caso já temos avançado até a promulgação, nesta sessão do Parlamento, da nova Lei Tributária. Também, foram estudados os princípios fundamentais da nova política monetária, todo o qual assenta as bases para executar as transformações mais substanciais do sistema econômico da nação.

Quanto ao restabelecimento da disciplina nas finanças internas e a recuperação do papel do contrato, como elemento reitor nas interrelações dos diferentes atores do cenário econômico nacional, tal e como se recolhe na Diretriz nº 10, posso informar-lhes que começamos a apreciar os primeiros sintomas positivos, sem deixar de reconhecer que é muito longo e trabalhoso o caminho a percorrer.

Esta batalha, imprescindível para pôr ordem na economia, só poderá ser vencida com as armas da exigência, o rigor e a sistematicidade de todos e cada um dos dirigentes e funcionários administrativos e empresariais e sob o controle permanente do Partido.

Por outra parte, foi aprovada a política para a criação experimental de cooperativas em atividades não agropecuárias, em correspondência com a Diretriz nº 25, prevendo-se a elaboração de uma lei geral de cooperativas, após decorrido um prazo prudencial destas experiências.

Igualmente, autorizou-se a aplicar a fórmula de arrendamento nos estabelecimentos de serviços gastronômicos, que contam com um quadro de até cinco trabalhadores, de modo similar ao efetuado, em uma dada altura, com outros serviços pessoais, como barbearias, cabeleireiras, reparação de calçado, para citar alguns.

Esta decisão, junto às experiências, já referidas, das cooperativas não agropecuárias, permitirão ao Estado se livrar da administração de um conjunto de produções e serviços de caráter secundário, para se concentrar no aperfeiçoamento da gestão dos meios fundamentais de produção, que se manterão sob a condição de empresa estatal socialista que, como expressa a Diretriz nº 2, é a forma principal na economia nacional.

Com esse propósito, foi escolhido um grupo de organizações empresariais para a realização de experiências dirigidas a dotá-las de autonomia suficiente e amplas faculdades em sua gestão econômica e financeira, estabelecendo-se um novo sistema de relações entre as empresas e o Estado. Esta experiência, de grande complexidade e magnitude, facilitará a supressão de freios existentes para o desenvolvimento das forças produtivas no setor estatal e o design e posterior aprovação de uma nova Lei da empresa estatal socialista.

Da mesma forma, foi conformado um anteprojeto de Código do Trabalho, com o objetivo de ajustar às novas condições os direitos e deveres dos trabalhadores, levando em conta a progressiva incorporação da força de trabalho às formas não estatais de gestão. Planejamos apresentar este projeto de lei à Assembleia Nacional, em julho do próximo ano, depois que seja discutida de forma profunda e democraticamente com os trabalhadores e os sindicatos.

A criação de fórmulas que propiciem a produção de alimentos também foi alvo de análise, no marco da implementação das Diretrizes. Com esse fim foram adotadas diversas medidas para eliminar as ataduras que restringem o funcionamento e a gestão das Unidades Básicas de Produção Cooperada — conhecidas como UBPCs — de forma tal que todas as formas de propriedade existentes no campo cubano possam agir em igualdade de condições.

Ao mesmo tempo, se encontra em fase de implantação a política para a comercialização de produtos agropecuários, nas províncias de Havana, Artemisa e Mayabeque, com o objetivo de facilitar o acesso direto ao mercado das diferentes entidades e produtores, para que obtenham maiores benefícios com as vendas, a partir do redesenho das arcaicas estruturas de distribuição existentes.

Quatro anos depois da entrada em vigência do Decreto-Lei 259, que previa a entrega de terras ociosas em usufruto, e tendo em conta as experiências acumuladas, nos próximos dias será emitido um novo Decreto-Lei nesta matéria que, entre outros assuntos, alargará até 67,10 hectares a entrega de terras a usufrutuários que estejam vinculados a fazendas estatais, UBPCs ou Cooperativas de Produção Agropecuária (CPAs); autorizará a construção de moradias permanentes em qualidade de obras adicionais sem custo algum e assegurará a continuidade do direito de usufruto a familiares ou pessoas que trabalham a terra.

Em meio destas mudanças viemos cumprindo o princípio de que a Revolução não deixará desamparado nenhum cidadão impossibilitado de trabalhar. Prova disso são os 110 milhões de pesos em subsídios, entregados a pessoas naturais, para fazerem obras de reconstrução e remodelação em seus lares.

Ainda, cumprindo as Diretrizes 249 e 250 foi elaborado um conjunto de medidas para a solução integral dos problemas que afetam as famílias cubanas no processo de cocção de alimentos, partindo da premissa de não modificar a matriz energética nacional, baseada em dar prioridade ao emprego da eletricidade, diante de outros combustíveis de uso doméstico, o qual, sem dúvida alguma, resulta mais racional para o país. Algumas dessas medidas são estabilizar a reparação e manutenção dos equipamentos elétricos de cocção e a aplicação de políticas de preços e creditícias que favoreçam a reposição dos aparelhos ou a aquisição de meios mais duradouros, de maior qualidade e de melhores prestações, incluindo sua produção nacional.

Paralelamente, continuou a experiência nas províncias de Artemisa e Mayabeque, para delimitar as funções entre as assembleias e os conselhos da administração provinciais e municipais, prosseguindo, ao mesmo tempo, o aperfeiçoamento da estrutura dos Organismos da Administração Central do Estado, de forma tal que se dediquem às funções estatais que lhes correspondem e não interfiram na gestão do sistema empresarial.

No contexto da atualização do modelo econômico, vem se prestando atenção especial à preparação dos quadros, havendo-se graduado mais de 2.500 deles em cursos de Administração Pública e em Direção e Gestão Empresarial.

A implementação das Diretrizes inclui, ademais, a elaboração das bases do programa de desenvolvimento econômico e social do país, a longo prazo.

Trata-se, companheiras e companheiros, de que junto com a atualização do modelo econômico deixemos de pensar (só) na sobrevivência e passemos a projetar, com racionalidade, profundidade e otimismo, as principais linhas do desenvolvimento sustentável da economia e os recursos e infraestruturas que serão precisas para isso.

Vocês com certeza perceberam, nos diferentes relatórios apresentados a esta Assembleia e em minha própria intervenção, as recorrentes menções ao número das Diretrizes, na hora de abordarmos aspectos relacionados com estas. Devo dizer-lhes que isso não é casual, tem toda a intenção de ir fixando em nossas mentes a firme vontade de fazer cumprir as Diretrizes e não permitir que decisões transcendentais para o futuro da nação se convertan, mais uma vez, em letra morta.

Não podemos esquecer que esses acordos são o fruto de um dos exercícios democráticos mais amplos e profundos que levou a cabo a Revolução, numa consulta com o povo.

Estou convencido de que também compreenderão que uma tarefa de tamanha envergadura não pode ser cumprida em meio de um clima de indisciplina, desordem e impunidade. É preciso superarmos velhos hábitos e impor a exigência e o rigor como norma de nossa conduta cotidiana. Não é preciso estar inventando nada novo, o que se requer é, simplesmente, que dia a dia nos exijamos a nós mesmos e as subordinados, o estrito cumprimento do dever nas tarefas de cada um.

Isso constitui uma das linhas principais de meu trabalho nos cargos de primeiro-secretário do Comitê Central do Partido e presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, como meio imprescindível para gerar e consolidar a mudança de mentalidade que requer o cumprimento dos acordos do 6º Congresso e a Primeira Conferência Nacional do Partido.

Tampouco atingiremos o sucesso se nos deixamos levar pela improvisação e a pressa. Não faltaram no âmbito nacional e, sobretudo, no exterior, os apelos, nem sempre bem intencionados, para acelerarmos o ritmo das transformações.

Em um assunto de tamanho alcance, do qual depende o futuro socialista e independente da Pátria, nunca haverá espaço para os cantos de sereias que nos chamam à desmontagem imediata do socialismo e com isso impor à população as denominadas terapias de choque, ou diga-se melhor, pôr em perigo a estabilidade da nação e a indestrutível unidade do povo em torno ao Partido e à Revolução.

Prosseguiremos avançando com decisão, serenidade e audácia, sem pressas, mas sem pausas, evitando cometer erros de significação estratégica.

Nas duas últimas intervenções ante este Parlamento abordei a atualização da política migratória, questão que não foi relegada no mais mínimo; pelo contrário, temos continuado aprofundando os estudos para sua gradual flexibilização, tendo em conta os efeitos associados e a situação internacional.

Hoje, ratifico a vontade da direção do Partido e do Estado de acometer a reformulação das normativas vigentes nesta esfera e proceder a sua paulatina aplicação.

Na ordem internacional também tivemos uma fecunda atividade. Conservo frescas na memória as impressões das recentes visitas oficiais à China e ao Vietnã, nas quais constatamos o excelente nível de nossos vínculos bilaterais e a disposição para continuar reforçando-os em todos os campos. A ocasião foi propícia, ademais, para continuarmos o intercâmbio de experiências acerca da construção do socialismo, partindo das características próprias de cada país.

Posteriormente, fizemos uma visita de trabalho à Federação da Rússia, que nos permitiu examinar as tradicionais relações de amizade entre ambas as nações e traçar novos propósitos para seu fortalecimento posterior.

Uns dias antes, havíamos assistido à Conferência sobre Mudança Climática no Rio de Janeiro, vinte anos depois da primeira, onde se produziu a vibrante intervenção do líder de nossa Revolução, o companheiro Fidel, advertindo do perigo de extinção da espécie humana, denunciando as causas e contribuindo com soluções.

Na ocasião, nos reunimos com a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, à qual reiteramos a satisfação e gratidão pelo magnífico estado das relações bilaterais, suas perspectivas de desenvolvimento e abordamos a crise econômica global.

Na Conferência sobre a Mudança Climática se tornou evidente que nada se fez para parar essa mudança, devido à falta de decisão política dos países industrializados. Os padrões de produção e consumo hoje predominantes nessas sociedades são ainda mais insustentáveis, enquanto se acelera a destruição das condições indispensáveis para a vida no planeta.

Ao mesmo tempo, não há sinal algum de que a profunda crise econômica global, resultado do egoísmo e da injustiça, esteja a caminho de ser resolvida. Todas as fórmulas aplicadas pelos governos dos principais centros econômicos giram em torno da salvação das classes privilegiadas, enquanto que descarregam suas terríveis consequências sociais sobre os trabalhadores, os desempregados, as minorias e os imigrantes.

Como fruto da política de princípios da Revolução e de sua trajetória de solidariedade e amizade com os povos do mundo, se ampliam e enriquecem nossos laços com países de todos os continentes.

Nunca antes havia sido mais repudiada a política de hostilidade, guerra econômica e subversão dos Estados Unidos contra Cuba. Aos reclamos reiterados e esmagadoramente majoritarios da ONU para que se ponha fim ao bloqueio, se acrescenta a posição unânime da América Latina e o Caribe, expressa com extraordinária força e unidade na chamada Cúpula das Américas, efetuada na cidade de Cartagena, na Colômbia.

Os acontecimentos mais recentes, que tiveram como palco o norte da África e o Oriente Médio demonstram que o governo dos Estados Unidos, com o concurso de seus aliados europeus, promove sem nenhum dissimulo o derrocamento pela força de governos soberanos, para o qual arma, financia e treina grupos da oposição, sem deixar de recorrer a mercenários.

Há poucos dias, a firme oposição da Rússia e da China impediu a aprovação de um projeto de resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que abriria o caminho a uma agressão militar contra a Síria. Temos apoiado, e reafirmamos hoje, o direito do povo sírio ao pleno exercício da autodeterminação e a soberania, sem ingerência nem intervenção estrangeira.

Deve cessar a violência, as chacinas e atos terroristas que matam inocentes, o tráfego de armas e dinheiro para os grupos insurgentes e a manipulação midiática com fins políticos.

Em nossa região, Estados Unidos conspiram com as oligarquias nacionais contra os governos progressistas, comprometidos com os legítimos reclamos de justiça social e de soberania sobre os recursos naturais. O recente golpe de Estado parlamentar no Paraguai evidencia que esta tendência continua, embora se acrescentem outras modalidades aos clássicos golpes militares do passado.

Contra a Revolução Bolivariana não deixam de se armar planos de desestabilização, com motivo das próximas eleições. Aproveito a ocasião para, em nome do povo cubano, testemunhar nossa inalterável solidariedade e apoio à pátria de Bolívar e ao irmão presidente Hugo Chávez Frías (Aplausos).

Também se conspira contra Cuba. Estados Unidos não para em seu afã de formar sua quinta-coluna no solo pátrio e no emprego de novas tecnologias com fins subversivos.

Cresce a perseguição das transações financeiras e o despojo de bens ativos cubanos, como fizeram, há pouco, com a marca Havana Club e se incrementam as campanhas de propaganda contra a Revolução, cujo último exemplo é o tratamento exagerado, por parte da mídia, e a tergiversação do já controlado surto de cólera na província de Granma, para desprestigiar o sistema de saúde cubano e seus avanços, reconhecidos em nível mundial.

Consoante com os preceitos da política de promoção de novos dirigentes, acordada no 6º Congresso e a Primeira Conferência Nacional do Partido, a partir de hoje uma mulher, representante da geração nascida depois do triunfo revolucionário, foi eleita vice-presidenta de nosso Parlamento. Estou me referindo à companheira Ana María Mari Machado, membro do Comitê Central e deputada a esta Assembleia, que se desempenhava como vice-presidenta do Supremo Tribunal Popular.

Ana María substitui nessa responsabilidade o companheiro Jaime Crombet, quem solicitou sua demissão por razões de saúde e que possui uma brilhante folha de serviços à Revolução, a partir de seus anos de estudante universitário, primeiramente na Federação Estudantil Universitária (FEU), na Associação dos Jovens Rebeldes e depois na União de Jovens Comunistas, organização donde manteve uma trajetória ascendente, até ocupar o cargo de primeiro secretário de seu Comitê Nacional e chefe da Coluna Juvenil do Centenário.

Desempenhou importantes responsabilidades partidaristas, como primeiro secretario do Comitê Provincial em Havana e Pinar del Río, representante do Partido e embaixador de Cuba em Angola e membro do Comitê Central e de seu Secretariado. Em sua condição de chefe da Secção Política do Front Norte de Angola, participou das ações desse comando militar contra as forças intervencionistas do ditador Mobutu, da República do Zaire.

Na esfera governamental foi vice-presidente do Conselho de Ministros.

Considerando seus relevantes méritos, qualidades pessoais e o profundo conhecimento do sistema de órgãos do Poder Popular, o companheiro Jaime trabalhará comigo na atenção à comissão que elaborará o projeto de modificações a serem introduzidas na Constituição da República, cumprindo os acordos do 6º Congresso do Partido.

Poucas horas nos separam da comemoração em Guantánamo do 59º aniversário do ataque aos quartéis "Moncada" e "Carlos Manuel de Céspedes". Tal como naquela época, são muitos os desafios que temos por diante, mas também dispomos de energia e da disposição, neste caso de um povo todo, para superar esses desafios, sob a direção de seu único Partido, com a mesma valentia e otimismo de nossos Cinco Heróis, aos quais enviamos um abraço caloroso e fraternal.

É tudo por agora.

Muito obrigado (Aplausos).
 

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